Incompetência pura
Não vi o jogo entre Atlético e Santos, no último sábado, apenas ouvi pelo rádio, pela Itatiaia, e por isso, não irei me manifestar sobre o jogo em si, questões táticas, desempenho dos jogadores, escalação, substituições, etc.
Irei, apenas, interpretar o que ouvi da equipe que transmitiu o jogo, Mário Henrique, Lélio Gustavo, Álvaro Damião e Roberto Abras.
Aliás, não há muito o que falar. O que ocorreu no sábado, infelizmente, foi mais do mesmo…
E isso ficou bem claro pelo desânimo que tomou conta da equipe de transmissão, já durante o segundo tempo, menos, surpreendentemente, de Lélio Gustavo, que ainda vê chances desse time engrenar.
Todos os demais não se animaram com o que viram em campo, tendo Álvaro Damião pegado mais pesado em relação ao desempenho dos jogadores, vontade, garra, determinação, etc., no que foi confrontado por Lélio Gustavo, até de maneira mais ríspida.
Lélio defendeu o argumento de que não faltou vontade, mas que a derrota foi fruto de incompetência, e nisso, hei de concordar, até porque, é nessa tecla que venho batendo desde a derrota para o São Paulo.
Naquela oportunidade, em que muitos viram aspectos positivos, especialmente no quesito determinação, o que vi foi incompetência pura, por não conseguir vencer a defesa fechada do time adversário. E tal fato já havia ocorrido em outras oportunidades, não só neste brasileiro, como no Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil, não só de 2011, mas também de 2010.
Lélio Gustavo foi muito incisivo na defesa dos jogadores, que demonstraram vontade sim, mas que falharam ao ceder dois gols para o time reserva dos Santos e não conseguirem marcar. E a isso ele disse à verdade que ninguém quer ouvir: INCOMPETÊNCIA.
E é incompetência mesmo, porque só vontade não ganha jogo. E nem foi injustiça, como Rever e Magno Alves disseram em suas entrevistas após o jogo.
Sou partidário do seguinte pensamento: só existe injustiça no futebol se houver interferência externa. Do contrário, é incompetência mesmo, pois tudo só depende de cada um que está em campo.
De acordo com Lélio Gustavo, ainda há chance desse time engrenar, e nisso, novamente, concordo com ele, ainda que com ressalvas. Explico: de fato, ainda não foi possível ao Dorival, repetir uma escalação pelos problemas mais diversos, desde contusão, passando por expulsões e suspensões, até questões físicas, ou mesmo, cismas do técnico. Portanto, nesse ponto, concordo com Lélio Gustavo, pois, a partir da repetição de escalação e treinamento, muito treinamento, é possível, sim, que este time se encontre e faça melhores partidas.
A questão central, porém, é que este ano, mais uma vez, a Diretoria falhou gravemente nas contratações, muitas delas a pedido do técnico que, por isso, também tem sua parcela de culpa, mas, especialmente, por não enxergar os defeitos de alguns jogadores, fazendo contratações de jogadores que já estão na descendente em suas carreiras, não tem mais o ânimo que se espera deles, e que se vê nos novatos e, pior, só tem compromisso consigo mesmos.
Porém, o prazo é curto, pois já vimos esse filme antes, tanto em 2005, em que não houve tempo para reação, e em 2010, em quase não houve tempo para reação, e por isso, tanto Dorival, quanto a Diretoria, que tem se mostrado de uma apatia irritante, têm que tomar uma providência urgente (e não estou falando da cachaça, antes que algum jogador se anime).
ACORDA GALO!












